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O Brasileiro é cordial

1985, Salvador - cidade baixa, mercado modelo, amontoado de laranjas e outras frutas deixavam um cheiro de podridão e urina, uma cigana agarra as pernas de um dos meus companheiros e subtrai alguns trocados. - 2010, Salvador - cidade baixa, mercado modelo, limpeza impecável, os simpáticos vendedores ofereciam pequenas joias, pode-se andar por todos os lados com segurança e receber o carinho baiano.

1990, São Paulo, Avenida 23 de maio, carros mudando de faixa descontroladamente, motoqueiros chutando espelhos dos carros, sinfonia de buzinas, coro de palavrões, pessoas estressadas. - 2011, São Paulo, Avenida 23 de maio, todos os carros na mesma faixa respeitando os motoqueiros, silêncio das buzinas, nenhum palavrão, a faixa da direita intercalava um carro que estava na faixa com outro carro que estava entrando na avenida, quem dá seta recebe uma abertura do carro do lado.

1982, Guarujá, praia da Enseada, andava com todo cuidado para não pisar nos cacos de vidro e nos lixos na areia. - 2008, Guarujá, praia da Enseada, areia limpa, pessoas levando sacos para guardar o lixo, respeito mútuo e agua mais limpa que 10 anos atrás.

1964, Charles de Gaulle, presidente francês supostamente disse "O Brasil não é um país sério!", e em 1969 uma guerrilheira da VAR-Palmares assalta o cofre do governador paulista Adhemar e Barros. - 2011, Brasília, o presidente americano Obama, o homem mais poderoso do mundo, vem ao Brasil para elogiar os empresários e o povo brasileiro, com grande desejo de ser amigo do Brasil, se encontra com a mesma guerrilheira, desta vez respeitada pelos brasileiros e pelo mundo, o recebe com a posição de presidenta do Brasil.

1996 - São Paulo, gerente de concessionária de carro liga para um decorador de balões para ver quanto fica para "pendurar bexigas", recebe uma visita do profissional que fala alto, rascunha o valor em um pedaço de papel da mesa da secretária, fala sem parar, fuma dentro da loja, e dá uma cantada em uma funcionária da concessionária. - 2011 - São Paulo, centro de convenção de um hotel, o organizador de evento corporativo recebe o decorador de balões em uma visita técnica para desenvolver um projeto, fazendo as perguntas certas, desenvolve um projeto mostrando como deverá ficar a decoração, enviando um projeto via email com o design colorido e aceitando modificações conforme a necessidade do cliente do organizador de evento, descrevendo o valor em um documento, já incluindo a reserva tércnica (BV).


Nestes 15 anos, o Brasil é um outro país, o mercado de balões está irreconhecível, o cliente mais exigente, porém mais focado. Muita coisa ainda para melhorar, porém quem viveu 10 anos fora do Brasil sentirá a diferença. Hoje, os alunos dos meus cursos conseguem interpretar muito melhor os meus projetos e executa-los com precisão, e com isso apresento projetos mais complexos de forma mais intensa.

Como será o Brasil e o mercado dos balões daqui a 15 anos? Cada ano seremos mais competitivos, e principalmente mais cordiais. Cada vez menos o cliente vem solicitar um serviço de forma arrogante, e quem faz desta forma pode perder este fornecedor. Em contrapartida o decorador também está aprendendo a ser mais cordial, mais tecnológico, mais informado e se dedica cada vez mais com a profissão e menos com fofoca. A fofoca, um dos males da área de festas deve se extinguir naturalmente.

Os cursos ESBDE mudam conforme o mundo muda, e o Brasil está mudando como nunca. Este momento pode ser a grande oportunidade para acompanhar estas novas mudanças.

 

 
 
 
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